O ato de registrar um boletim de ocorrência após o furto ou o roubo de um aparelho de telefone celular é fundamental para evitar que outras pessoas não sejam vítimas da mesma violência. Todo registro deste tipo cai no Banco de Dados do Sistema de Segurança Pública e, a partir dele, o Estado analisa os locais onde os crimes ocorrem – informação essencial para todo planejamento voltado ao combate da criminalidade.

Delegado-geral da Polícia Civil, Walter RezendeFoto: Ricardo Amanajás / Ag Pará

Recentemente, em Icoaraci, distrito de Belém, três aparelhos foram recuperados a partir do registro de BO pelas vítimas dos crimes. Já em Aurora do Pará, no nordeste paraense, a polícia capturou o suspeito de roubo de dois celulares no dia seguinte ao registro. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Walter Rezende, é fundamental que a vítima faça a comunicação do crime.

“O BO é a ação inicial e necessária, é assim que a polícia judiciária toma conhecimento do delito. Não é só para a apuração dos fatos, mas o que nos ajuda a nortear onde implementar ações. Nosso sistema é integrado, então a Polícia precisa saber o que ocorre para que reforce nas áreas certas. Um assalto desse tipo hoje não registrado pode se repetir amanhã, depois, e ao fim de uma semana um mesmo criminoso pode ter roubado cinco, seis aparelhos” – Walter Rezende,delegado-geral da Polícia Civil.

Para fazer o boletim, é preciso ir à seccional mais próxima do local do crime ou realizar online pela Delegacia Digital. O ideal é passar o máximo de informações, desde o IMEI do aparelho até às características do(s) assaltante(s). É recomendado também fazer esta mesma comunicação no site Alerta Celular. “Com o IMEI, temos como oficiar a operadora e descobrir se o aparelho está funcionando por ter sido vendido ou repassado a terceiros. Sem o BO, o aparelho fica funcionando normalmente, sem restrições, e isso torna mais difícil a ação da polícia”, justifica o delegado-geral. As câmeras de segurança, que são praticamente onipresentes hoje em dia, também ajudam na identificação dos criminosos.

“As informações passadas pela vítima são nosso ponto de partida, por isso a gente estimula que, quando ocorrer esse tipo de situação, o boletim de ocorrência seja feito o quanto antes, e com o máximo de detalhes. O quanto antes a segurança pública tiver conhecimento do fato, melhor”, sensibiliza Rezende.

Fonte: Agência Pará

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Folha do Caeté
Carregar mais por Notícias

Veja Também

Helder Barbalho é alvo de megaoperação da PF que investiga o desvio de R$1,3 bilhão da saúde

O governador do Pará Helder Barbalho e outros integrantes da cúpula do governo são alvos n…